segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Formação Continuada de Professores de Matemática.


O professor de matemática – diante das insatisfações geradas pela aprendizagem, dos alunos, pouco alentadoras ao considerar suas expectativas - busca alternativas didático-metodológicas ou elabora formas peculiares de pensar matematicamente, com a intenção de propiciar um ensino que considera “ser de qualidade”.
Estudar a lógica das produções dos professores de matemática e as múltiplas determinações que as geram traz elementos subsidiadores da prática cotidiana que levam a entendimentos do pensamento pedagógico matemático. Por sua vez, esse pensar matemático significa um processo de formação de conceitos que pode ser em nível cotidiano ou cientifico. É nesse processo, segundo Vygotski (1996, p.71), que o homem chega ao desenvolvimento da autopercepção, da auto-observação, ao conhecimento da realidade interna, do mundo das próprias vivências. Com a formação de conceito, o ser humano sistematiza “o mundo da consciência social”.
Entretanto, todas têm algo comum: surgem num determinado contexto histórico, atendendo expectativas e interesses das relações sociais da humanidade.
O modo de ensinar matemática depende da concepção de Matemática, de ensino, de aprendizagem e de Educação. Por extensão, está a forma de perceber “a relação professor-aluno, dos valores e das finalidades que o professor atribui ao ensino da matemática, da visão que tem de mundo, de sociedade e de homem”, segundo Fiorentini (1995).
A escolha dos conteúdos, por parte do professor de matemática, torna-se uma ação indispensável e primordial, pois, segundo Moura (1995, p.19), nessa responsabilidade está o entendimento “dos conceitos que considera necessários para a compreensão dos fenômenos físicos e sociais”. Moura (1995, p.19), com base em Furió et al (1992) elenca as significações do que seja conhecer o conteúdo:
• Conhecer os problemas que originaram a construção dos conhecimentos, como chegaram a articular-se em corpos coerentes, como evoluíram;
• Conhecer a metodologia própria da disciplina;
     • Ter algum conhecimento dos desenvolvimentos recentes e suas perspectivas, para transmitir uma visão dinâmica;
• Ter conhecimento de outras matérias relacionadas para poder abordar os problemas-fronteira, as interações entre os campos distintos e os processos de unificação;
• Saber selecionar conteúdos adequados que dêem a visão correta da disciplina que sejam acessíveis aos alunos e suscetível de interesse.
• Conhecer as implicações sociais da ciência construída;
As produções dos professores refletem ansiedade de aplicar/retirar do cotidiano as explicações dos conceitos matemáticos. Teoricamente, revelam uma preocupação da possibilidade de ascender o conhecimento matemático escolar do particular – empírico - para o geral. Nesse sentido, Libâneo (2004), alerta:
Se for enfatizado apenas o caráter concreto da experiência da criança, pouco se conseguirá em termos de desenvolvimento mental. [...] se o ensino nutre a criança somente de conhecimentos empíricos, ela só poderá realizar ações empíricas, sem influir substancialmente no seu desenvolvimento intelectual.
Enfim, conforme indica a literatura, os professores imbuídos de boas intenções, elaboram saberes próprios que, às vezes, não levam à apropriação dos conceitos por parte dos alunos como eles almejam. Possuem um caráter mecanicista, pois têm a função de macetes para que o aluno apenas memorize e reproduza sem significado e sentido o conteúdo a ser aprendido.

Referências: 
FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA: PRODUÇÕES PESSOAIS; DAMAZIO, A; Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwjw-KSWjYzLAhXBHJAKHdeJDg4QFggdMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.portaldeperiodicos.unisul.br%2Findex.php%2FPoiesis%2Farticle%2Fdownload%2F20%2F21&usg=AFQjCNEtd_BxzYcd-2GVrGaIaHuN6TMopw&sig2=xO4LTJHghCXMBomw4fSUyA&cad=rja>; Acesso em: 22 de fev. de 2016.

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