O professor de matemática – diante
das insatisfações geradas pela aprendizagem, dos alunos, pouco alentadoras ao
considerar suas
expectativas - busca alternativas didático-metodológicas ou
elabora
formas peculiares de pensar matematicamente, com a intenção
de propiciar um ensino que considera “ser de
qualidade”.
Estudar a lógica das produções dos professores de matemática e as
múltiplas
determinações que as geram traz elementos subsidiadores
da prática cotidiana que
levam a entendimentos do pensamento
pedagógico matemático. Por sua vez, esse
pensar matemático
significa um processo de formação de conceitos que pode ser em
nível cotidiano ou cientifico. É nesse processo, segundo Vygotski
(1996, p.71), que o
homem chega ao desenvolvimento da autopercepção,
da auto-observação, ao
conhecimento da realidade interna, do mundo
das próprias vivências. Com a
formação de conceito, o ser humano
sistematiza “o mundo da consciência social”.
Entretanto, todas têm algo comum: surgem num determinado contexto
histórico, atendendo expectativas e interesses das relações
sociais da humanidade.
O modo de ensinar matemática depende da
concepção de Matemática,
de ensino, de aprendizagem e de Educação. Por extensão,
está a
forma de perceber “a relação professor-aluno, dos valores e das
finalidades
que o professor atribui ao ensino da matemática, da
visão que tem de mundo, de
sociedade e de homem”, segundo
Fiorentini (1995).
A escolha dos conteúdos, por parte do professor de matemática,
torna-se uma
ação indispensável e primordial, pois, segundo Moura
(1995, p.19), nessa
responsabilidade está o entendimento “dos
conceitos que considera necessários para
a compreensão dos
fenômenos físicos e sociais”.
Moura (1995, p.19), com base em
Furió et al (1992) elenca as significações do
que seja conhecer o
conteúdo:
• Conhecer os problemas que originaram a construção dos
conhecimentos,
como chegaram a articular-se em corpos coerentes,
como evoluíram;
•
Conhecer a metodologia própria da disciplina;
• Ter algum conhecimento dos desenvolvimentos recentes e suas
perspectivas, para transmitir uma visão dinâmica;
• Ter conhecimento de outras matérias relacionadas para poder
abordar os
problemas-fronteira, as interações entre os campos
distintos e os
processos de unificação;
•
Saber selecionar conteúdos adequados que dêem a visão correta
da
disciplina que sejam acessíveis aos alunos e suscetível de
interesse.
•
Conhecer as implicações sociais da ciência construída;
As produções dos professores refletem ansiedade de aplicar/retirar
do
cotidiano as explicações dos conceitos matemáticos.
Teoricamente, revelam uma
preocupação da possibilidade de ascender
o conhecimento matemático escolar do
particular – empírico -
para o geral. Nesse sentido, Libâneo (2004), alerta:
Se for enfatizado apenas o caráter concreto da experiência da
criança, pouco
se conseguirá em termos de desenvolvimento mental.
[...] se o ensino nutre a
criança somente de conhecimentos
empíricos, ela só poderá realizar ações
empíricas, sem influir
substancialmente no seu desenvolvimento intelectual.
Enfim, conforme indica a literatura, os professores imbuídos de
boas
intenções, elaboram saberes próprios que, às vezes, não
levam à apropriação dos
conceitos por parte dos alunos como eles
almejam. Possuem um caráter mecanicista,
pois têm a função de
macetes para que o aluno apenas memorize e reproduza sem
significado
e sentido o conteúdo a ser aprendido.
Referências:
FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA: PRODUÇÕES PESSOAIS; DAMAZIO, A; Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwjw-KSWjYzLAhXBHJAKHdeJDg4QFggdMAA&url=http%3A%2F%2Fwww.portaldeperiodicos.unisul.br%2Findex.php%2FPoiesis%2Farticle%2Fdownload%2F20%2F21&usg=AFQjCNEtd_BxzYcd-2GVrGaIaHuN6TMopw&sig2=xO4LTJHghCXMBomw4fSUyA&cad=rja>; Acesso em: 22 de fev. de 2016.
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